Prezado (a) amigo (a), esse texto está em processo de reedição aqui no blog. Trata-se de material didático sobre Análise de Risco Ambiental (ARA) produzido para o curso de Gestão Ambiental (EAD) da Universidade Veiga de Almeida em vigor desde 2016. Se quiser utilizar o meu trabalho como referência para o seu trabalho, siga o modelo abaixo. Em breve todo o conteúdo estará publicado aqui sob a forma de capítulos. Se este conteúdo fizer sentido para você, inscreva-se no blog e comente.
ROMANHA, Waldemiro de Souza. Riscos e Perigos. In: ROMANHA, Waldemiro de Souza. Análise de Risco Ambiental. Rio de Janeiro: UVA, 2016. Disponível em:
Quando este texto estiver completo, você deverá ser capaz de diferenciar conceitos como risco e perigo no contexto da Análise de Risco Ambiental.
Introdução: Evolução humana como consequência de acidentes naturais
A espécie humana evoluiu de ancestrais bípedes, por volta de 7 milhões de anos atrás, capazes de caminhar sobre duas pernas, de forma ereta, alternando entre o solo e as árvores. É consenso entre os biólogos que os ancestrais humanos nunca andaram sobre os nós dos dedos (nodopedalia), um modo de locomoção evolutivamente recente, como observado em chipanzés (fig. 1).
| Fig. 1 - Nodopedalia |
Portanto, apesar de possuirmos um ancestral comum, a nodopedalia surgiu há milhares de anos após divergência evolutiva de um ramo de primatas sem relação com a linhagem humana. Assim, humanos não evoluíram de chipanzés, mas de ancestrais bípedes e eretos (fig. 2).
O cladograma da figura (fig. 2) representa um consenso entre biólogos, paleontólogos, arqueólogos, geneticistas, entre outros, sobre a evolução humana a partir do gênero Ardipithecus (White et al., 1995), considerado o ancestral direto dos Australopithecus até Homo sapiens.
| Fig. 2 - Relações evolutivas entre hominídeos |
Tais alteração são datadas e ocorreram durante o Eoceno (há 56,5 milhões) até o Holoceno (há dez mil anos) quando o Homo sapiens alcançou suas características fenotípicas finais (até o momento). Portanto, o surgimento da espécie humana foi consequência de acidentes naturais, geradores de impactos ambientais, ao longo das eras geológicas.
Os ancestrais humanos resistiram e sobreviveram a perigos e riscos de extinção graças à diversidade genética que sempre forneceu ao gênero humano, de forma antecipada, uma variabilidade enorme de padrões adaptativos, dentro de uma mesma população, facilitando a ocorrência de seleção natural para a configuração ambiental do momento, determinada por acidentes naturais de nível global.
Palavras-chave: acidente natural, risco, perigo.
Acidentes naturais e as cinco extinções em massa:
A vida surgiu no planeta Terra há cerca de 3.5 bilhões de anos, e desde então os mecanismos evolutivos impulsionados pela seleção natural foram responsáveis pelos gargalos que selecionaram os organismos mais adaptados em um universo de grande variabilidade genética e riqueza crescente de espécies. A partir do final do Cambriano (há 485 milhões de anos), iniciou-se uma série de eventos catastróficos, de proporções globais e classificados como acidentes naturais, que agiram como mecanismos geológicos de regulação de um planeta instável e vulnerável a agentes externos, como os meteoros originários do cinturão de asteroides entre os planetas Marte e Júpiter.
Os acidentes naturais ocorrem por vários motivos, sendo que todos eles têm como características ações não antropogênicas. Portanto, podem estar relacionados com a acomodação da crosta terrestre pela dinâmica de placas tectônicas (terremotos, maremotos), ou até mesmo com a liberação da pressão magmática do manto do planeta através de erupções vulcânicas. As consequências de tais eventos levam a novos acidentes, dentro de um horizonte de eventos possível, a partir do epicentro, tais como períodos glaciais e interglaciais, bem como aumento ou diminuição do nível dos mares e oceanos, gerando inundações permanentes ou de longos períodos (milhares/ milhões de anos), até que novas configurações geológicas ocorram. De um modo geral, é consenso entre os cientistas que eventos catastróficos naturais são cíclicos, e em algum momento voltam a ocorrer como veremos aqui.
Prezado leitor, concluirei esse capítulo em breve. Retorne aqui para acompanhar. Enquanto isso, considere verificar os outros textos sobre temas diversos já publicados. Grande abraço.
Referências:
Raup, D.M. e Sepkoski, J.J. (1982). "Mass extinctions in the marine fossil record". Science, 215: 1501-1503.
Raup, D. M. (1990). The relevance of past mass extinctions to an understanding of current and future extinction processes. Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology, 82: 169-174.
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